Ricardo Ribeiro

Ricardo Ribeiro nasce em 1981, em Lisboa e a sua maior referência é Fernando Maurício, nome maior do fado. Frequentou aulas de guitarra clássica e formação musical com os professores: José Carvalhinho, Manuel Soutulho e Lisete Teixeira.

Em 2004 foi editado pela CNM – Coleção Antologia – o seu primeiro álbum Ricardo Ribeiro. Participou no Tributo a Amália Rodrigues – da editora World Conection, no mesmo ano.

Em 2005, a convite do encenador Ricardo Pais, integra o espetáculo “Cabelo Branco é Saudade” com Celeste Rodrigues, Argentina Santos e Alcindo de Carvalho, apresentado no Teatro de Nacional São João. Neste mesmo ano recebe o Prémio Revelação Masculina da Fundação Amália Rodrigues.

Em 2008 é convidado pelo alaudista/compositor libanês Rabih Abou-Khalil para cantar Em Português, um álbum com poemas de Silva Tavares, Mário Rainho, Tiago Torres da Silva, José Luís Gordo e António Rocha, editado pela Enja Records. Em Português foi eleito Top of the World Album atribuído pela revista inglesa Songlines.

Faz parte do filme “Fados” de Carlos Saura e também do “Filme do Desassossego” de João Botelho. Participa em “Rio Turvo” de Edgar Pêra e no documentário de Diogo Varela Silva “O Rei sem coroa”, sobre a vida e obra de Fernando Maurício.

Em 2010 edita Porta do Coração que atinge o galardão de ouro por vendas superiores a 10.000 exemplares, em 2012 e reúne alguns dos seus grandes êxitos “Moreninha da Travessa” ou “Fama de Alfama”. Recebe o Prémio de Melhor Intérprete Masculino em 2011 atribuído pela Fundação Amália Rodrigues. Neste mesmo ano participa no ciclo de música Luso-Chinesa e canta com a Orquestra Chinesa de Macau, no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau sob a direção do Maestro Pang Ka Pang. Em 2013 canta na Bienal de Veneza, participa com Pedro Jóia no concerto comemorativo do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas em Caracas, com a “Orquestra Sinfónica da Venezuela” no Teatro Teresa Carreño e o álbum Largo da Memória é editado pela Warner. Segue-se uma intensa tournée pelos palcos nacionais e internacionais. Em abril de 2015 ano inicia uma colaboração com o pianista João Paulo Esteves da Silva, num concerto pensado especialmente para a edição do festival “Dias da Música”. Em julho é editado o disco Amália – As vozes do Fado; o fadista canta “Grito” e “Maria La Portuguesa” tema com a produção do guitarrista espanhol Javier Limón. Em 2016 Ricardo Ribeiro edita Hoje é assim, amanhã não sei., trabalho pelo qual recebe a cotação máxima (5 estrelas) no jornal Expresso, 4 estrelas no Ipsílon, na revista Blitz, na revista Time Out e também na publicação britânica Songlines. Fora de portas, Ricardo Ribeiro é nomeado para a categoria de Melhor Artista de 2015 pela revista britânica Songlines, numa votação inteiramente decidida pelo público.

O fadista Ricardo Ribeiro recebeu em 2015 a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique.